segunda-feira, 6 de abril de 2009

De gelar a espinha

Este filme assusta até mesmo quem não acredita em bruxa. Inovador, polêmico e instigante, A Bruxa de Blair deixou sua marca. Sem gastar muito, com atores desconhecidos e simplesmente uma câmera caseira em mãos, houve quem acreditasse na história contada.
Os próprios atores manejam a câmera e não seguem, aparentemente, nenhum roteiro. Uma garota e dois rapazes resolvem acampar na floresta para descobrir se a lenda da bruxa de Blair é real. Mas eis que eles se perdem e adivinha quem os encontra???
O interessante do filme é exatamente não mostrar nada, mas o espectador sente cada arrepio e ouve cada barulho que os atores presenciam, de modo que a sensação é de estar dentro do filme. Na época de seu lançamento, muita gente acreditou que a história fosse real, o que atraiu ainda mais pessoas para os cinemas. Eu, medrosa como sou, não tive coragem de ver o filme no cinema. Esperei chegar nas locadoras. Mas nem assim os sustos, os arrpeios e a tensão ficaram menores.
Sinceramente, depois que todo mundo descobriu que realmente era tudo encenação, o filme perdeu um pouco de sua mágica, mas até hoje continua sendo assustador. Teve uma continuação, mas é tão ruim que nem vale a pena ser vista. Em compensação, o original é ótimo! Não deixem de ver!

Viva a música!

Como todos devem saber, nem só de atores e diretores vive o cinema. Há ainda os roteiristas, produtores, diretores de arte, desenhistas e entre outros também os compositores. Eles são responsáveis por toda a parte musical do filme, inclusive a trilha sonora. E eu disse inclusive porque há melodia para quase todas as cenas e nem todas fazem parte da trilha.
E um dos maiores compositores da atualidade nem fez 40 anos ainda. Seu nome é Christophe Beck e ele começou sua carreira hollywoodiana compondo a música-tema do casal Buffy e Angel no seriado "Buffy - A Caça-Vampiros".
Depois veio o seriado "Angel", sobre o namorado vampiro de Buffy e desde então só filmes. Dentre eles, "As Apimentadas", "Confidence - O Golpe Perfeito", "American Pie - O Casamento", "Sob o Sol de Toscana", "Garfield", "Elektra", "Escola de Idiotas", "A Pantera Cor-de-Rosa" e "Licença para Casar". Alguns deles ainda serão comentados aqui no blog, como o foi o último da lista de Beck.
Portanto, prestem atenção quando virem no início ou no fim de algum filme as palavras "Music by Christophe Beck". Este canadense de 37 anos pelo jeito conquistou Hollywood e veio para ficar.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Amigo = confusão

Todo mundo já deve ter imaginado como é ter um primeiro encontro perfeito. Mas em Amigos, Amigos, Mulheres à Parte, Dane Cook ensina como fazer do primeiro encontro um pesadelo. Para ganhar uma grana extra, já que ele vende ar (!), Cook se dispõe a sair com ex-namoradas de caras que as querem de volta e fazer do encontro uma experiência tão ruim que elas acabam voltando para seus ex-namorados.
O problema surge quando o melhor amigo de Cook resolve lhe pagar para sair com sua ex-namorada, a bela Kate Hudson, para que ela volte atrás na decisão de dar um tempo no relacionamento.
Dane Cook parece ter nascido para o papel, do mesmo jeito que o divertido e atrapalhado Jason Biggs, que faz um papel bem semelhante ao que lhe deu fama em "American Pie". Kate Hudson como sempre está uma graça no papel da garota dos sonhos de Biggs.
Assim como "American Pie", o filme é um pouco apelativo, com cenas constrangedoras e até mesmo de mau gosto, mas no geral é um filme bem engraçado. Os homens devem gostar mais, principalmente do papel de Dane Cook.
Atenção para a participação especial de Alec Baldwin como o pai de Cook, mais uma vez num papel que lhe caiu como uma luva.
Melhores cenas: certamente a primeira cena do filme e a do casamento da irmã de Kate Hudson.

Tal pai, tal filho

Um dia desses estava tentando me convencer que o Adam Sandler tem algum atrativo que não seja seu humor escrachado e acabei descobrindo uma linda foto dele com a filhinha. Incrível como a arte imita a vida e vice-versa. A menina estava fantasiada de vaca, como nesses comerciais da Parmalat ("tomô?").
Na hora lembrei de um de seus filmes, que para variar adorei, chamado O Paizão. No filme, a namorada de Sandler termina com ele por achá-lo muito infantil e incapaz de assumir responsabilidades. Ele então resolve mostrar que ela estava errada e adota um menino.
Porém, ele cria o garoto completamente ao contrário de como os pais costumam educar os filhos. Acaba, assim, atraindo a atenção de uma moça, vivida pela Joey Lauren Adams (a Amy, do filme do Kevin Smith, "Procura-se Amy"). Adoro ela, apesar da voz de criança rouca.
O filhote de Sandler é feito pelos gêmeos Dylan e Cole, que talvez vocês se lembrem como Ben, o filho do Ross no seriado "Friends". Aliás, o filme conta com várias figurinhas tarimbadas dos filmes de Sandler, inclusive o ótimo Rob Schneider.
Assim como no filme "Como Se Fosse a Primeira Vez", não falta drama na linda história de como o garoto muda o pai e como o pai, com métodos bastante atípicos, educa o garoto.

Luz, câmera...

Adoro o Robert De Niro, sempre adorei, desde que o conheci, mas confesso que vi 15 Minutos por causa do Edward Burns. Os dois atores vivem uma dupla bastante inusitada.
Burns é um jovem policial designado para cuidar de um crime. De Niro é o veterano especialista em incêndios que é designado para desvendar o mesmo crime. Juntos, seguem as pistas que os levarão a uma dupla de psicopatas que filma seus próprios crimes.
Desde o início do filme sabemos quem são os criminosos e acompanhamos a incessante busca da dupla de herois do filme. E mesmo assim o final é surpreendente, foge completamente dos finais convencionais de filmes policiais.
Kelsey Grammer, o eterno Dr. Frasier Crane, faz um repórter mala que tem um fim bem merecido. Mas eu juro que eu achei que o Bobby (De Niro) podia faezr filmes melhores. Do Edward Burns eu não espero muito. Acho que ele é muito melhor como diretor, mas o Bobby (apelido carinhoso, como outros que vocês verão no decorrer do blog)... Quem diria que ele fez "Cabo do Medo" ou "Tempo de Despertar"?
Bom, depois de "Não Somos Anjos", ao lado de Sean Penn e Demi Moore, e os dois "Entrando Numa Fria", dava parar esperar qualquer coisa. Até sátira dele mesmo ele já fez em "Saturday Night Live". Bobby, Bobby, você não era assim...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Drama familiar

Mulher separada com filhos pequenos ajuda a nova namorada do ex-marido a cuidar de seus filhos. Em suma é disso que trata o filme Lado a Lado. É claro que não é só isso e a relação entre a ex e a atual não é assim tão amena quanto se pode imaginar. Assim como a dos filhos em relação à nova namorada do pai.
O elenco é ótimo! Ed Harris faz o marido dividido entre as duas mulheres e os filhos. Susan Sarandon é a ex e Julia Roberts é a atual. No início achei meio estranha a diferença de idade entre os pais e os filhos, ainda mais sabendo que Sarandon tem a idade da minha mãe e minha mãe me teve aos 34 anos, que já é uma diferença considerável.
Mas o resto do filme compensa esquisitices como essa, que não são muitas, afinal dá para imaginar qualquer homem trocando uma olhuda e maconheira Susan Sarandon por uma jovem e bem sucedida Julia Bob (como eu a chamo).
E as crianças são umas fofuras. Acho o garotinho Liam Aiken mega fofo e adora a mocinha (Jena Malone). Para ser bem sincera, apesar de ser ultra fã da Susan, a Julia Bob nunca me desceu muito bem. Gostei de "Uma Linda Mulher" e foi só. Tanto que nunca consegui ver "Erin Brockovich" até hoje só por causa dela.
Enfim, no geral é um filme lindo e emocionante e a melhor cena é da Susan e os pimpolhos cantando "Ain't No Mountain High".

Juventude decadente

Nunca tinha ouvido falar deste filme até meu irmão assistir sem querer numa dessas mudanças de canal. Ele gostou e me indicou. O filme mostra a juventude em decadência ao retratar a história de um rapaz que terminou o namoro e não consegue viver sem a namorada.
London, na verdade, é o nome da ex-namorada, vivida pela bela Jessica Biel. Ela toca sua vida após o término do namoro com o lindo, mas neste filme acabado, Chris Evans e dá uma festa de despedida porque vai se mudar.
Evans, como um bom namorado inconformado, invade a festa sem que ela saiba e passa boa parte do filme se drogando com um cabeludo Jason Statham. Este, aliás, num papel forte e bastante triste, mostra que não é apenas um amontoado de músculos.
Mas não é à toa que o filme não foi nem lançado. Cheio de drogas e sexo gratuitos, seus diálogos não são profundos o suficiente para faezr este filme ser diferente dos demais do gênero. Até mesmo prque, em termos de drogas, o melhor filme a tratar do assunto ainda é "Trainspotting".
Jessica Biel e Chris Evans só mostram seus dotes físicos na chocante primeira cena do filme. O resto, assim como a droga que eles cheiram o filme inteiro, podia ser jogado na privada.